Gênero e sexualidade

Gênero e Mídia: A questão do aborto.
Autora: Maria Talib

RoteiroTexto informativo
junho / 2011

 

A interrupção voluntária da gravidez é o tema central desta discussão. No Brasil o aborto ainda é criminalizado e ilegal (exceto nos casos de risco de vida à mulher ou gravidez decorrente de estupro) o que implica em situações de abortamento realizadas de maneira insegura e extremamente danosas à saúde física e psíquica das mulheres. Este debate delicado é permeado por questões filosóficas, religiosas, políticas, morais, culturais, etc., no entanto não deve deixar de ser feito. Os meios de comunicação de massa configuram-se como  importantes difusores desse debate, trazendo à tona discussões acerca do tema e também pautando seu tom. Nesse sentido, o texto abordará brevemente o tratamento da questão do aborto em algumas mídias,  e o seu papel na ampliação do acesso ao assunto.


Pierre Bourdieu e a dominação masculina
Autora: Marcella Uceda Betti 

Roteiro Texto informativo
dezembro / 2011

O texto analisa a questão da dominação masculina, de acordo com a perspectiva de Pierre Bourdieu. Este autor aponta que a dominação do “masculino” sobre o “feminino” se dá porque a dominação masculina não carece de legitimação, pois ela é justificada por meio das diferenças biológicas percebidas entre os sexos e é incorporada pelos indivíduos na forma de esquemas de percepção, ação e preferência duráveis, ou seja, por meio do habitus. Como em toda dominação, os
esquemas de pensamento dominantes influenciam também os dominados, que acabam por legitimar ainda mais a dominação: as próprias mulheres acabariam, segundo Bourdieu, por reproduzir as representações que as depreciam na ordem social. A intenção deste trabalho é a de problematizar essas questões por meio da obra de Bourdieu e da análise de comentaristas, sobretudo do movimento feminista, que questionam alguns pontos da teoria bourdiana a respeito da dominação masculina.


Mulheres e AIDS no Brasil
Autora: Carolina Cordeiro Mazzariello

RoteiroTexto informativo
junho / 2013

Dada à relevância do tema e da importância de discuti-lo com os jovens - a fim de informar bem como de desfazer alguns mitos que envolvem o HIV/Aids, é que julgamos de extrema importância que sejam feitas algumas considerações sobre a epidemia no Brasil, especialmente entre as mulheres, tendo em vista as consequências que a construção histórica da Aids - um tanto equivocada - pode ter trazido para a prevenção e controle da doença entre este segmento da população. Frequentemente os trabalhos que tem discutido o tema mulheres e Aids têm dedicado especial atenção às relações de gênero e suas implicações neste contexto,
seguindo essa mesma orientação pretendemos, a partir do referencial das Ciências Sociais e Humanas, apresentar ao leitor um breve panorama sobre questões associadas à epidemia de Aids entre mulheres no Brasil. Para contextualizar o leitor, na primeira parte do artigo traçaremos um breve histórico do HIV/Aids. Em sequência faremos algumas considerações sobre o referencial socioantropológico do conceito de gênero - essencial para o entendimento do tema que será tratado. E, por fim, realizaremos uma discussão específica sobre Aids e mulheres no âmbito das Ciências Sociais e Humanas. Ressaltamos que a intenção não é esgotar a temática e sim introduzi-la de modo a oferecer caminhos úteis e que facilitem sua abordagem dentro da escola.


Sexualidade(s) e identidade(s): subvertendo noções
Autora: Ane Talita da Silva Rocha

Roteiro Texto informativo
junho / 2011

Pretendo fazer uma breve revisão teórica sobre os estudos acerca da sexualidade nas ciências sociais, sobretudo na antropologia, para em seguida me deter sobre a questão das identidades sexuais, que me parece central para ser trabalhada em sala de aula. O olhar sociológico e antropológico pode nos ajudar a desconstruir visões arraigadas e a problematizar questões latentes no universo jovem e com as quais a escola muitas vezes não sabe lidar. A partir do viés das ciências sociais, podemos enxergar a sexualidade como um fenômeno social e histórico, uma vez que os corpos não têm nenhum sentido intrínseco, pois este varia no tempo e entre as sociedades, sendo o que chamamos de “constructo histórico”. O objetivo deste texto é auxiliar o professor a pensar sobre essa questão, ampliando seu repertório teórico e cultural, para que possa propor um novo tipo de diálogo sobre a sexualidade no ambiente escolar.