USP ensina Sociologia

Gênero

Os debates sobre feminismo e gênero: indo além do discurso "mainstream"

Autora: Clara de Oliveira Coêlho

dezembro/2019 (revisto para publicação em agosto/2020)

Para discutir os temas de feminismos e de gênero de maneira mais aprofundada, saindo do “mainstream”, ou seja, saindo do senso comum sobre o assunto, irei utilizar o caso do produtor de cinema Harvey Weinstein como pontapé desta discussão, para nos aprofundarmos nessa temática. No dia 5 de outubro de 2017, o jornal estadunidense “The New York Times” publica uma matéria jornalística intitulada “Harvey Weinstein Paid Off Sexual Harassment Accusers for Decades” (“Harvey Weinstein subornava acusadores de assédio sexual por décadas”, tradução livre), na qual o jornal expõe, após longa investigação, as acusações de assédio sexual perpetrado pelo produtor cinematográfico hollywoodiano Harvey Weinstein. É a partir desta matéria jornalística que se começam a noticiar outros inúmeros casos de assédios dentro da indústria do cinema, principalmente a dos Estados Unidos. Assim, no dia 15 de outubro do mesmo ano, a atriz Alyssa Milano publica em seu Twitter uma mensagem de apoio às denunciantes, inaugurando a hashtag “#MeToo” ao escrever: “Se todas as mulheres que já sofreram abuso ou violência sexual escreverem ‘eutambém’ nas suas redes, nós talvez possamos dar uma ideia da magnitude desse problema”.

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Os debates e conflitos em torno da prostituição feminina: políticas sexuais e morais em disputa

Autora: Ana Carolina Braga Azevedo

dezembro/2019 (revisto para publicação em agosto/2020)

O tema da prostituição, principalmente o da prostituição feminina1, é extremamente debatido e disputado por diversos atores e setores nas mais variadas sociedades. Para abordar essa temática tão complexa e controversa, proponho partir de um dos principais questionamentos que fundam essas discussões: “será que a prostituição deve ser considerada uma profissão como outra qualquer?”. Assim sendo, pretendo, ao longo do texto, perseguir e traçar alguns dos argumentos e posicionamentos que esses diversos setores produzem como resposta e, consequentemente, como política institucional (através dos modelos legais que regulamentam/legalizam ou proíbem a atividade) ou não (militância, feminista ou não, pró ou contra regulamentação/legalização da prostituição), para essa questão.

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Por que ainda é necessário falar sobre igualdade de gênero em 2019?

Autora: Giovana Cristina Cotrin Loro

junho/2019

Estamos em 2019 e ainda precisamos falar sobre igualdade de gênero. Isso parece curioso quando vivemos em contextos em que não há normas explícitas para proibir a participação de mulheres em quase nenhum grupo, também não há normas explícitas para reger o comportamento das mulheres. Digo quase, se é quase, ainda não há permissão para tudo. Na instituição católica, mulheres não têm papéis equivalentes ao de padres; em diversos grupos frequentadores de bares, é díspar a presença de homens e mulheres; cargos de alto escalão ainda são ocupados por homens em sua maioria, fenômeno que fica bem claro pelo glass ceiling; além, é claro, das discrepâncias salariais, as quais contradizem a Constituição Brasileira no seu artigo quinto e a CLT, também no artigo quinto. Isto posto, questiono: como essas disparidades podem ser explicadas se a população brasileira é constituída por mulheres e homens em equivalentes proporções? Em busca de responder a essa questão, o objetivo deste texto será propor algumas explanações sobre por que ainda é preciso falar sobre feminismo em 2019, quando a impressão é de que o assunto já está óbvio.

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Feminismo Interseccional

Autora: Luana Ferreira Bispo

​​​​​​​junho/2019

O feminismo é um movimento político que busca a emancipação das mulheres, ou seja, denuncia que há uma hierarquização de sexo e gênero que estrutura nossa sociedade, e luta por igualdade tanto no âmbito político e social quanto cultural. Assistimos, nas últimas décadas, a uma ampliação e multiplicação de debates sobre o tema, não só na academia e nos movimentos organizados, como também nos meios de comunicação e no cotidiano. A internet propiciou a disseminação de ideias feministas e possibilitou que mulheres trocassem experiências, denunciassem e se organizassem. Campanhas como #meuamigosecreto, #chegadefiufiu e #vamosjuntas são exemplos disso1. Algumas militantes defendem que falemos de feminismos, no plural, em razão de sua pluralidade de pautas, visões e correntes, sendo o feminismo interseccional uma delas.
Nesse artigo analiso a origem do conceito de interseccionalidade no debate estadunidense com autoras como Kimberlé Crenshaw, Angela Davis e Patricia Hill Collins. Posteriormente mostro como autoras brasileiras – como Lélia Gonzalez, Jurema Werneck e Hailey Alves – recepcionaram e trabalharam com esse conceito e suas ideias no contexto local.

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Igualdade de Gênero na Política

Autora: Ana Beatriz Martins Craveiro

julho/2017 (revisto para publicação em setembro/2018)

Este artigo tem como objetivo apresentar parte do debate da Ciência Política acerca da igualdade de gênero na política. Para isso, será retomado o processo histórico que levou à expansão dos direitos políticos para as mulheres e suas implicações para a emancipação política das mulheres. Pretende-se mostrar que a igualdade formal coexistiu com a desigualdade substantiva na esfera privada. Uma implicação política importante da manutenção da desigualdade é a baixa presença de mulheres nas arenas decisórias. Por fim, serão apresentados os argumentos de duas autoras feministas, Anne Phillips e Melissa Williams, para reivindicar paridade nos espaços de tomada de decisão.

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Direitos sexuais e reprodutivos, o tema do aborto no Brasil e na América Latina

Autora: Juliana Vieira Wahl Pereira

dezembro/2017

O aborto é um tema polêmico que mobiliza sentimentos e experiências, muitas vezes difíceis, na sociedade como um todo. Afeta as normas sociais construídas e reconstruídas ao longo de séculos assim como com conceitos científicos, filosóficos, sociológicos etc (Roseira, 2007). Tomo como perspectiva de análise neste trabalho, a concepção da prática do aborto como um exercício do direito das mulheres, e um problema de saúde pública na América Latina, como diversos estudos têm demonstrado no âmbito das ciências sociais no Brasil (Brasil, 2009; Diniz, 2007; Diniz e Medeiros, 2010).
Pretendo, neste texto, primeiramente contextualizar a discussão dos direitos sexuais e reprodutivos, discutir como as disputas em torno à descriminalização do aborto se dão em diferentes países da região.

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A escola como local de reprodução e reafirmação de estereótipos de gênero: é possível romper com essa lógica?

Autora: Daniele Dionizio

dezembro / 2017

As questões de gênero têm ocupado um importante lugar nas pesquisas científicas. Trabalhos ligados à identificação pessoal para além do sexo biológico; violência de gênero; homofobia; entre tantos outros aspectos que tangem esse universo, estão sendo produzidos nas diversas áreas do conhecimento, em diálogo com sociedades que discutem e demandam explicações para essas questões. A relação entre gênero e educação escolar tem despertado interesse, não apenas na produção científica, mas também no âmbito das decisões políticas relacionadas aos currículos pedagógicos.
Na sociedade ocidental contemporânea, as características emocionais e divisão das atividades são estabelecidas em função de um androcentrismo histórico, que atribui ao homem as atividades rentáveis, não relativas ao ambiente doméstico, assim como as características mais severas no ponto de vista afetivo, enquanto às mulheres são atribuídos o trabalho doméstico e as características afetivas consideradas socialmente positivas.

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Pierre Bourdieu e a dominação masculina

Autora: Marcella Uceda Betti

dezembro / 2011

O texto analisa a questão da dominação masculina, de acordo com a perspectiva de Pierre Bourdieu. Este autor aponta que a dominação do “masculino” sobre o “feminino” se dá porque a dominação masculina não carece de legitimação, pois ela é justificada por meio das diferenças biológicas percebidas entre os sexos e é incorporada pelos indivíduos na forma de esquemas de percepção, ação e preferência duráveis, ou seja, por meio do habitus. Como em toda dominação, os esquemas de pensamento dominantes influenciam também os dominados, que acabam por legitimar ainda mais a dominação: as próprias mulheres acabariam, segundo Bourdieu, por reproduzir as representações que as depreciam na ordem social. A intenção deste trabalho é a de problematizar essas questões por meio da obra de Bourdieu e da análise de comentaristas, sobretudo do movimento feminista, que questionam alguns pontos da teoria bourdiana a respeito da dominação masculina.

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Gênero e Mídia: A questão do aborto
Autora: Maria Talib 

junho / 2011

A interrupção voluntária da gravidez é o tema central desta discussão. No Brasil o aborto ainda é criminalizado e ilegal (exceto nos casos de risco de vida à mulher ou gravidez decorrente de estupro) o que implica em situações de abortamento realizadas de maneira insegura e extremamente danosas à saúde física e psíquica das mulheres. Este debate delicado é permeado por questões filosóficas, religiosas, políticas, morais, culturais, etc., no entanto não deve deixar de ser feito. Os meios de comunicação de massa configuram-se como  importantes difusores desse debate, trazendo à tona discussões acerca do tema e também pautando seu tom. Nesse sentido, o texto abordará brevemente o tratamento da questão do aborto em algumas mídias,  e o seu papel na ampliação do acesso ao assunto.

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Estudos de gênero no âmbito das Ciências Sociais
autora: Erica Janecek de Mello

junho / 2010

Este texto tem como objetivo conceituar e mostrar as principais problemáticas e discussões relacionadas aos estudos de gênero no âmbito das Ciências Sociais. Para tanto, traçou-se um panorama nacional e internacional da temática, tendo como referência os principais autores clássicos e contemporâneos.

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Sugestão de MúsicasLivros que podem ser utilizados como recursos didáticos.

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Corpo, sexo, e gênero: constribuições das teorias antropológicas classicas as contemporâneas
Autora: Letícia Yumi Shimoda

junho / 2013

partir do debate acerca das noções de gênero e sexo presente nas Ciências Sociais, esse artigo percorrerá brevemente a linha de estudos dessa temática desenvolvida por autores chave, sobretudo os do campo da antropologia. Serão feitas considerações quanto aos estudos clássicos que se referiram a homem e mulher – a noção de gênero ainda ausente na antropologia, desenvolvido por Marcel Mauss acerca do corpo e por Margareth Mead, acerca do temperamento sexual. Ambos buscavam distanciar-se de visões biologizantes e naturalistas que abordam o comportamento de homens e mulheres como conseqüência direta do sexo biológico. Numa abordagem contemporânea, dentro do debate fundamental da antropologia quanto à dicotomia natureza/cultura, M. Foucault é um autor influente que inspirou estudos posteriores de sexo e gênero ao desconstruir a idéia de cultura como regulatória de um sexo e sexualidade originais e precedentes ao discurso. O autor ainda atenta para o poder, dimensão importante presente no discurso e nos saberes que modelam corpos e regulam sexualidades.

Texto - Atividades didáticas

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Localização

Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas
R. Prof. Luciano Gualberto, 315
Prédio de Ciências Sociais e Filosofia -  2o. andar - sala  13
Cidade Universitária - São Paulo - SP
 
 

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