USP ensina Sociologia

Violência

Violência e crime: o que os dados nos dizem?
Autora: Tatiana Perrone

dezembro / 2014

Este artigo traz um breve balanço sobre a construção da violência enquanto objeto de estudo sociológico no Brasil, além de abordar as principais fontes de dados utilizados para apontar o crescimento e a diminuição da criminalidade. As fontes de dados abordadas serão as das secretarias de segurança pública estaduais, as pesquisas de vitimização e o Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM). Os dados fornecidos pelas secretarias de segurança pública dos estados são a principal fonte de informação para falar sobre a criminalidade e nos fornecem a quantidade de crimes registrados pelas vítimas nas delegacias de polícia, mas nos dizem pouco sobre as quantidades reais. O presente artigo procurará apontar que tipo de conclusões pode-se tirar a partir de cada fonte de dado, entendo-as como complementares para olhar o fenômeno da violência e da criminalidade enquanto fenômenos sociais.

Texto - Atividades didáticas

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Índices de Criminalidade e Ação do Estado
Autor: Edivaldo Batista de Oliveira Júnior

junho / 2012

Tendo como ponto de partida a visão de que a ação estatal, no que tange à aplicação de sanções e punições mais duras, tem um papel fundamental na diminuição da criminalidade – opinião muito disseminada pelo chamado “jornalismo policial”- pretendo analisar o processo histórico de formação do Estado-nação (pacificação interna pelo exercício do monopólio do uso legitimo da violência) e a transformação do modelo de punição clássico (baseado no suplício) até chegar à visão de Dahrendorf sobre a erosão da lei e da ordem na segunda metade do século XX. Tal exercício teórico tem como objetivo demonstrar que uma questão tão complexa como a dos índices de criminalidade não pode ser monoliticamente determinada pela punição.

Texto - Atividades didáticas

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Violência doméstica: uma análise das questões jurídicas, insitucionais e de gênero
Autora: Veridiana Domingos Cordeiro

junho / 2011

O presente artigo pretende mobilizar conhecimentos jurídicos, antropológicos e sociológicos para tratar do tema da violência doméstica no Brasil, hoje. A Lei Maria da Penha foi um divisor de águas, que mudou o modo como a violência doméstica é tratada atualmente e por isso assume papel central neste debate. A conquista dessa lei envolve processos mais amplos, os quais tocam, inevitavelmente, a história do papel da vítima e o processo penal. O que se observa é que,  no caso da violência conjugal, apesar da promulgação da lei, as instituições criminais ainda reproduzem padrões culturais preconceituosos sobre a violência de gênero e suas vítimas, possuindo discursos e práticas associados à ideia construída dos gêneros, contribuindo para a perpetuação da assimetria existente na rede de relações entre sexos.

Texto - Atividades didáticas

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Violência Urbana: breve discussão a partir de literatura comentada
Autor: Anibal Renan Martinot Chaim

junho / 2010

O objetivo deste trabalho é realizar uma retomada teórica sobre o tema violência, visando situar o professor de Ensino Médio acerca do que se tem discutido sobre o assunto. O ponto central será a violência urbana, que vem se tornando progressivamente foco das atenções de grande parte dos cidadãos, uma vez que entra em cena por meio do medo e do receio que promove na população em geral.

Texto - Atividades didáticas

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