USP ensina Sociologia

cultura

Formação Cultural Brasileira

Cultura e mercado financeiro no Brasil contemporâneo (1991-2017)
O caso dos bancos

Autor: Ivo Paulino Soares

dezembro/2017

No Brasil das últimas três décadas, bancos têm estreitado laços com variadas modalidades culturais. Diferente de uma relação estabelecida entre banqueiros e artistas individuais, houve a emergência de relações institucionalizadas na cena cultural brasileira a partir da consolidação crescente de centros culturais, financiamentos e mecenatos vinculados às famílias banqueiras e às instituições financeiras as quais elas são proprietárias. Em outras palavras, no universo das artes têm crescido um aparato corporativo e burocrático que se tornou o principal responsável pela mediação desses bancos e dos seus proprietários com o universo das artes, consolidando critérios coletivos para os diferentes incentivos à cultura. Desta cena, particularmente, destacam-se os centros culturais como espaços de maior relevância da relação entre bancos e artes, incorporando as demandas de financiamento, mecenato e marketing à agenda cultural das famílias banqueiras e das instituições financeiras. Eles foram proliferados nas metrópoles brasileiras a partir da formação de instituições sem fins lucrativos, de fundações, de espaços museológicos e de acervo, desdobrando cada vez mais suas atuações em projetos ambiciosos com funções de produção, de ensino, de mapeamento, de difusão e de exposição de conteúdo artístico. Atualmente, o vínculo entre bancos e artes está espalhado pelo país, compondo uma agenda cultural e financeira nacional e compondo a caracterização das cinco maiores corporações bancárias do ramo comercial brasileiro.

Texto - Atividades didáticas 

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Modernização versus tradição: um paradoxo brasileiro?
Autora: Marina Mazze Cerchiaro

junho / 2012

Neste texto, procura-se demonstrar como o paradoxo “Atraso versus Modernização” foi construído pelo pensamento sociológico brasileiro e como vem sendo abordado pela sociologia contemporânea. Para isso, partimos das obras de Gilberto Freyre e Sérgio Buarque de Holanda, prosseguimos com a atualização do paradoxo realizada por Roberto Da Matta e concluímos com críticas contemporâneas de Jésse Souza a esse modelo de análise sobre a modernização brasileira. Pretende-se refletir sobre como esse debate, ao ser simplificado e descontextualizado, se tornou o senso comum para pensar o Brasil, tendo também influenciado nossas políticas públicas e práticas institucionais.

TextoAtividades didáticas   

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Folclore

O estudo do folclore no Brasil
Autor: Pedro Gustavo Aubert

dezembro / 2011

O texto apresenta um breve histórico dos estudos do folclore no Brasil e a visão das Ciências Sociais a respeito do tema. Florestan Fernandes foi um dos autores que marcou sua posição crítica acerca das análises realizadas pelos folcloristas, que, em sua opinião, eram excessivamente descritivas e estavam mais próximas do estudo das artes, da literatura e da filosofia do que das Ciências Sociais, carecendo de um aporte que inserisse o folclore num contexto social mais amplo.

TextoAtividades didáticas    

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Cultura Indígena

Aculturação ou aculturação? Um conceito antropológico em debate

Autora: Roberta de Queiroz Hesse

julho / 2017

O presente artigo tem por objetivo apresentar brevemente o debate contemporâneo da antropologia sobre o conceito de aculturação. Até a década de 70 havia na antropologia uma previsão fatalista sobre o futuro dos povos indígenas. Estes estariam todos condenados à assimilação, ou seja, à total descaracterização de seus elementos culturais tradicionais e consequentemente à incorporação completa nas sociedades nacionais. Em décadas mais recentes os mais diversos contextos etnográficos apontam para outro fenômeno, mais complexo e minucioso: a transformação de aspectos culturais, a ressignificação de certos elementos que não implica uma descaracterização cultural, ao contrário, afirma uma identidade, um modo particular de existência. Assim, diversos especialistas se voltaram para o problema das transformações culturais, levando à
conceptualização da cultura enquanto aculturação, enquanto um movimento eterno de transformação dos elementos em contato.

Texto - Atividades didáticas

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Populações indígenas e mercadorias: reflexões a partir da antropologia social
Autora: Camila Galan de Paula
 
junho / 2014
 

É bastante comum que afirmativas como “índios que usam roupas, celulares e comem produtos industrializados não são mais índios”, ou “só é índio quem vive na floresta” apareçam em discursos do senso-comum, seja na mídia, seja em outros espaços. Tais asserções, da perspectiva da antropologia social, não fazem sentido. O objetivo aqui será o de explicitar os motivos para isso e apresentar sintética e simplificadamente um caso etnográfico da relação de uma população indígena no Brasil com mercadorias e dinheiro. Em primeiro lugar, apresentam-se brevemente os critérios jurídicos usados na circunscrição das figuras de direito relacionadas aos índios no país desde a Constituição Federal de 1988. Em seguida, serão expostas algumas críticas antropológicas ao que se costuma denominar essencialismo cultural, em especial no que toca a questão das populações indígenas no Brasil.

Texto - Atividades didáticas
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Fundamentos antropológicos para os Direitos dos povos indígenas
Autor: Jorge Gonçalves de Oliveira Junior
 
dezembro / 2012
 
Tratar a contribuição dos povos indígenas como fato histórico consumado e/ou tradição cultural cristalizada dificulta a compreensão da complexidade das relações sociais, políticas e culturais desses povos desenvolvidas no âmbito das instituições da sociedade brasileira. Nesse sentido, o presente trabalho pretende fazer um debate sobre os fundamentos antropológicos para os Direitos dos povos indígenas, a fim de problematizar o modo como os povos indígenas têm sido considerados juridicamente ao longo da história.
 
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Repensando o ser índio com os Guarani e Kaiowá hoje
Autora: Joana Moncau
 
dezembro / 2012
 
Desde 2008, o ensino da história e da cultura indígena é obrigatório nas escolas do país. Apesar do considerável contingente de indígenas no Brasil, a ignorância sobre esses povos ainda é grande. Este texto pretende dar subsídios para o professor descontruir o senso comum que existe sobre o que é ser um índio, além de debater alguns dos efeitos nocivos da visão estereotipada. Para isso, recorrer-se-á, fundamentalmente, a dados censitários e ao estudo do caso dos Guarani e Kaiowá do Mato Grosso do Sul, o maior povo indígena não amazônico do país. Alguns autores nos ajudarão a pensar essa problemática também, como a antropóloga Manuela Carneiro da Cunha, Spensy Pimentel, Viveiro de Castro e outros estudiosos do tema.
 
 
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A criatividade indígena e a cultura material
Autor: Daniel Belik

junho / 2010

Este texto enfocará a importância da cultura material para o desenvolvimento das populações indígenas. Trata-se de um tema que se encontra na intersecção de muitos campos do conhecimento e por isso pode ser trabalhado a partir de diferentes vieses, tais como o da arqueologia, da antropologia (etnologia indígena), da História, da arquitetura e das artes plásticas e visuais. Os estudos de cultura material constituem uma via privilegiada para acessar as dimensões mais recônditas da sociedade, seus aspectos encobertos nas relações sociais, o modo como as narrativas míticas influenciam a construção da visão de mundo, como operam as transformações culturais, enfim como uma dada sociedade se concebe expressando-se por meio de símbolos.
 

 

Localização

Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas
R. Prof. Luciano Gualberto, 315
Prédio de Ciências Sociais e Filosofia -  2o. andar - sala  13
Cidade Universitária - São Paulo - SP
 
 

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