USP ensina Sociologia

Estudos rurais e urbanos

Ocupação do Espaço Urbano: a questão da moradia
Autora: Flaviana B. N. de Oliveira

junho / 2012

O presente artigo pretende abordar a questão da estruturação espacial das cidades, dando ênfase à questão da moradia e à influência exercida pela lógica do sistema capitalista nessa configuração. Será no âmbito das cidades que a lógica desse sistema se fará presente, através da divisão social do trabalho, das dicotomias campo e cidade, expropriadores e expropriados. A cidade será, portanto, palco das relações sociais e, assim, da exploração social e econômica decorrentes.

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O graffiti como elemento ambíguo na cosntituição da identidade visual da cidade de São Paulo
Autor: Victor Monteiro Savarese

junho / 2013

O graffiti, antes relegado à prática de grupos sociais específicos e restritos, perseguido pelas políticas públicas, e gozando de pouco espaço na mídia, parece hoje ter se consolidado perante à sociedade como uma forma de expressão inerente à realidade urbana, principalmente nas grandes cidades como São Paulo. Uma análise mais aprofundada do campo do graffiti e de suas origens nos revela um caráter extremamente dinâmico dessa prática, assim como uma ambiguidade no tratamento dado aos grafiteiros por outros atores sociais, caracterizada pela contínua relação de tensão ou harmonia deste meio com outros – como o circuito da arte contemporânea ou o poder público –, e pelo uso político e simbólico dessa forma de expressão. Procura-se dessa forma interpretar a cidade não apenas como um espaço físico, mas como um espaço social de disputas simbólicas e de tomada de ações práticas realizadas por diferentes atores, responsáveis por construir uma imagem própria do graffiti, relacionada a diferentes projetos de ocupação visual do espaço urbano. Serão discutidos neste trabalho temas como: arte pública; legalidade e legitimidade na ocupação do espaço visual urbano; graffiti dentro das galerias de arte; relação graffiti-pixação; história do graffiti e da pixação na cidade de São Paulo; e as politicas públicas com relação a essas práticas.

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A questão agrária no Brasil: alguns aspectos históricos e sociológicos                                                                         Autora: Mayara Carolina Brighenti Pan

julho/ 2016

Questionamentos acerca da importância de se pensar o papel social e econômico desempenhado pelo campesinato, sobretudo com o avanço da industrialização e com o crescimento da entrada de empresas no campo, se fizeram constantemente presentes nas pesquisas desenvolvidas na área das ciências humanas, especialmente na segunda metade do século XX. Houve uma tendência, no âmbito político, conforme assinala Martins, de imputar ao campesinato “uma presença passiva e subordinada (...) à perspectiva, ao jogo e aos interesses de outra classe social” (MARTINS, 1995, p. 12), seja ela a classe burguesa, a dos proprietários de terra ou mesmo o proletariado. Esteve presente em grupos da esquerda, por exemplo, a ideia de que o campesinato consistiria em uma “população atrasada”, que deveria desaparecer ao longo do processo histórico (revelando-se aí um ponto de vista impregnado por uma espécie de concepção de evolucionismo rumo ao progresso), já que o acirramento da contradição desvelada com o desenvolvimento do capitalismo deveria se dar fundamentalmente pelo conflito entre burguesia e proletariado (estando aí ausente a figura do camponês). Toda forma de abordagem do problema que associa diretamente “campesinato” a “atraso”, assinala Martins, leva a crer que cumprir a vontade do campesinato significaria “um retrocesso histórico e político, como se o camponês estivesse sozinho no mundo” (idem, p. 14).

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